A Mesa Austral integra a coleção desenvolvida por Leonardo Zanatta em colaboração com a Serafini e parte da geologia sul-americana como matéria, estrutura e narrativa. Seu desenho aproxima referências do Suprematismo, dos Arkitektons de Malevich, do brutalismo paulistano e das experiências concreta e neoconcreta brasileiras. Essas influências não aparecem como citações formais, mas são submetidas a um processo antropofágico de transformação, produzindo um objeto que pode ser lido simultaneamente como mesa, escultura e maquete de uma arquitetura imaginária. A base é formada por volumes de pedra que se interpenetram por meio de cortes precisos, sobreposições e vazios. O peso do material não é disfarçado: torna-se o principal argumento da peça, equilibrado por proporções que conferem tensão e aparente instabilidade ao conjunto. Produzida em versões redonda e oval, Austral utiliza rochas como Marinace Black, Sodalite Blu, Verde Aquamarina e Pinta Verde, escolhidas por sua origem e expressão mineral. A fabricação combina desenho digital, seleção criteriosa das chapas e conhecimento italiano no trabalho da pedra. “Austral”, aquilo que pertence ao sul, afirma uma perspectiva territorial sem recorrer ao regionalismo caricato. A rocha deixa de ser revestimento e passa a atuar como volume, memória geológica e presença cotidiana.
A Mesa Austral é concebida como um objeto arquitetônico traduzido para a escala do morar. Desenhada por Leonardo Zanatta, a mesa parte da geologia sul-americana e do vocabulário cultural da arte brasileira e do modernismo tropical. Produzida pela Serafini, a Austral transforma o mármore em um meio de expressão territorial. Mais do que uma superfície funcional, torna-se uma presença espacial definida por massa, ritmo e clareza estrutural. O caráter monolítico reforça a permanência sem perder o equilíbrio compositivo. O mármore não é tratado como acabamento decorativo, mas como material narrativo, trazendo a memória geológica para os ambientes contemporâneos por meio de um design refinado em mármore.
Ritmo construtivo e composição escultórica. A base escultórica é composta por volumes de pedra encaixados em uma composição tridimensional de cheios e vazios. Essa lógica tectônica remete à arquitetura modernista brasileira e à experimentação construtiva da arte brasileira do século XX. O tampo horizontal contrasta com o pedestal vertical fragmentado, criando tensão entre continuidade e articulação. Desenhada por Leonardo Zanatta para a Serafini, a Mesa Austral posiciona a estrutura como linguagem visual. A peça articula ritmo, contraste e honestidade estrutural por meio da massa do mármore. Em vez de recorrer ao ornamento, o design expressa identidade por proporção e tectônica, estabelecendo uma presença arquitetônica marcante nos espaços de jantar contemporâneos.
Identidade em mármore sob medida pela Serafini. Produzida pela Serafini com avançado conhecimento italiano em pedras, a Mesa Austral é totalmente personalizável na seleção do mármore, no acabamento e nos detalhes. O projeto reflete um diálogo entre a herança geológica latino-americana e o refinamento da cantaria em mármore. Cada pedra revela uma narrativa mineral distinta, reforçando a singularidade de cada peça. Desenhada por Leonardo Zanatta, a mesa traduz uma visão de design em mármore de luxo enraizada na autenticidade material e na memória cultural. Com a personalização, a Austral se adapta a diferentes contextos de interiores preservando sua força monolítica e sua clareza arquitetônica, tornando-se um elemento definidor em ambientes sofisticados.